há locais por onde passamos e nunca mais ouvimos falar deles.
ficam na nossa memória, mas mesmo que falemos deles a alguém, ninguém sabe onde ficam.


em 1975 fui participar nas festas anuais de Benlhevai.
as razões eram várias.
um dos seus habitantes tinha participado num concurso literário de que eu fazia parte do juri, e tinha ganho.
creio que ele era professor em murça, mas residia na aldeia
foi uma espécie de embaixada 'cultural' agit-prop: um grupo de teatro operário (realmente a maioria dos seus actores eram operários e os temas das peças e eles relacionados), um coro, um grupo de danças, uma revista (representada por um dos irmãos da nossa presidenta..).

(um dia destes, digitalizo e publico uns diapositivos desse fim de semana..)

a marca que fiquei desse fim de semana muitas vezes vem à minha memória.
as conversas com as pessoas.
o paradoxo da procissão a passar pelo cenário de teatro...

Benlhevai é, para mim, uma aldeia sempre muito presente.
mas sempre que falo nela a alguém, ninguém jamais ouviu falar em tal aldeia.

até no nome, Benlhevai é bonita

hoje, os jornais, as televisões, as rádios, toda a gente fala de benlhevai.
por péssimas razões:
é a segunda localidade do país com maior quantidade de arsénico na água.

antes não tivesse voltado a ouvir falar de Benlhevai