A cerca de 13 quilómetros de vila Flor, Benlhevai guarda lembranças de

outras gentes que povoaram aquela freguesia. Prova disso são as

gravuras rupestres numa fraga existente no alto de um monte daquela

localidade, comprovando que a povoação Benlhevai poderá vir de tempos

pré-históricos.

   Já os romanos deixaram a sua marca nesta terra e a sua actividade

pode ser conhecida através das antigas minas de ouro, a norte da aldeia.

   Presume-se que a concessão destas galerias tem cerca de 1 400 anos.

Minas1   Minas2   Minas3


Benlhevai pertenceu, ainda, à abadia cisterciense de Santa Comba

da Vilariça, do Mosteiro de Santa Maria de Bouro, conforme os relatos de

documentos históricos e de um marco encontrado na freguesia com as

iniciais daquele Mosteiro inscritas.


   Rica em tradições, a localidade é conhecida pela devoção a Nossa

Senhora do Carrasco que, segundo os fiéis, cura os males de pessoas.

Dentro do templo, situado no cume de um monte, existem os saquinhos

com terra que os doentes traziam ao pescoço e, depois de curados,

deixavam num armário.


   A população orgulha-se, ainda, da capela de Nossa Senhora da

Esperança, de origem românica e actualmente em ruínas, que terá sido

a primitiva matriz.

                                  Nsra

   Os visitantes podem, também, conhecer as fontes Limpa e da Mina,

arcadas e bastante antigas.

            Fonte1                 Fonte2

                                                                                Jornal do Nordeste, Edição de 22-01-2008